26 Março 2014

agitated radio pilot

quando as manhãs acontecem extrais o medo e apelas a um verão onde os passos conheceram o amor aberto na transparência dos mundos que o escutavam.
danças com os pássaros perto do lago colhido pela surpresa de ser chave do labirinto que o rio inquietou: a noite tecida não ligava a fronteira de rosas à voz e a atenção dos mundos expandia-se nos sonos que cantavam - fragmentando-se, tornavam-se num único: onde a névoa lhe esbatia a perceptibilidade do sobressalto da descoberta.
olhavas o perímetro do espelho de águas de velocidades omitidas, atingido pela inesperada fúria que lhe imprimias ao revolver-lhe o âmago, para que te respondesse às causas da partida de quem está reflectida nas mãos a que o vento apagou as linhas dos mapas, que atordoados, não desenham o calor que a fuga vincou.
readormeces: o lago está em branco e vais povoar-lhe o coração com a deflagração da música em gotas e poeiras da argila deslocada que o encanto do rio acende e escreve.