30 março 2010

Richard Buckner - ... And The Clouds've Lied: Daytrotter Sessions



fileden with trouble again!
fica o tube mas podem ir aqui buscar uma sessão tremenda como tantas outras deste "hell of a place"

29 março 2010

Sparklehorse and Radiohead - Wish You Were Here

Uma canção a quem a exposição excessiva e os ecos em produções megalómanas deixaram algumas marcas.

Aqui numa revisitação impressionante, com um cunho que só o talento permite.

25 março 2010

Até as sociedades mais primitivas admitem os seus loucos 20100325



Desde a chegada que o espreitávamos - procurando não perder nenhum pormenor ou movimentação - não fosse não saber ao que se adivinhava, a noite em que desfilassem em três círculos que se tornavam infinitos - a acenar - como se fosse apenas para nós: apenas com os pés a descoberto, por termos erguido a lona misturada no oleado de forma a deixar uma nesga para que os olhos tudo agarrassem sem serem apanhados, pelo zelo dos homens de macacão azul e acessórios dourados.

Lembras-te?

Sujos, por rastejar na terra que não lidava bem com a falta de água nem com a réstia com que a procuravam mitigar: como ocultar mais umas peças que já não chegavam a unidade, depois de rasgadas pelo voo mal calculado sobre a vedação secundária e pelo mergulho gémeo na operação errada sob as grades de defesa mais avançada?

O espaço que possuíria um brilho incomum, parecia quase diminuto, para que ali voassem corpos; saltassem almas; se desprendessem sorrisos e se contivessem gritos até ao limiar da impossibilidade.

Havia agora silêncio e olhávamos de frente a ocorrência inverosímil de ali tentarmos dançar; fugir - sem sermos assaltados pelo alerta que nos fazia ver que eram horas de estar à mesa - onde para além de nós, faltava quem debruçada à janela, nos procurava vislumbrar na rua agora escura, após ter gritado pontuando cada sílaba de dois nomes afinal tão curtos.

Incrível! - como eram alongados daquele modo imperativo tão parco conjunto de letras, não era?
E como fugiam as gargalhadas, não permitindo criar o laço da escuta inédita, apenas para que nos ríssemos por tantos anos mais, cada vez que recordássemos aquele som.

Tenho sede, tu não?

Hoje até as cinzas foram varridas, a chuva cedeu definitivamente os direitos do encanto à dor de um solo que já não se consegue adivinhar.

E quando, depois de desfeita, corríamos desenfreados sobre a tela anteriormente erguida?
Descalços, sobre as rugas de um material quase a ferver, a ele, também, negada a eternidade, desejávamos o voo, para evitar aquela superfície abrasiva e abrasadora, na exacta medida que não a queríamos evitar.

Impossível, conter as lágrimas com a partida, depois de arquivada a azáfama de dias que pareciam não ter fim, não é?
O lanche esquecido: trocado pela evasão - rumo aos sons irrepetíveis.

Conforme nos ocultávamos naquela tela que nos servia de pele em versão guardiã, aí abrigávamos os sons que não esqueceríamos, por muitos que fossem entretanto descobertos.

A intemporalidade deve ser isso mesmo.
Não é?

Os deveres marcados pela professora tinham o mesmo destino que as ordens para arrumação física do que não tinha limites para sonho cada vez que estava nas nossas mãos e as promessas de companhia obrigatória com o decorrer dos anos não passariam disso mesmo.

Ficam os sons.
Esses, os que não deixávamos escpar e, os que agarramos, agora, com forças que pensávamos já não ter.

Está desfeita a tenda das ilusões, mas escutamos canções novas como escutávamos as que eram descobertas nessa altura e esta amálgama acaba por ser muito do que me faz querer dar sequência aos dias.

A magia é isso mesmo, não será?

Como aqueles embaixadores de reinos que pareciam inatingíveis mas que estavam ao alcance dos nossos olhos que se tornavam comutativos no espanto, estes alquimistas soam em tudo o que se mexe nesta sala deserta, ou nas ruas que percorro e onde o teu nome foi apagado com lança-lágrimas que substituíram lança-chamas interditos, sem saberem avaliar qual deles é mais nocivo à tua presença.

Ao fogo posto, sobrepôs-se o choro solto: ao vento que varre o território dos sentidos cravados atirei a poeira que guardei quando a tua dança se extinguiu perante os olhos escancarados e as mãos apertadas na elevação da falta de eficácia ao seu auge.

O som que só as imagens de um filme sabem desenhar, a mover-se pelo que de tão fabuloso fazem os Seabear e reforçam perto do final.

A sonoridade da eternidade como só Cave se sabe aproximar, e que Joanna Newsom agarra com a alma que comanda duas mãos sem controlo, e que Joy Division atingiu.
Quem disse que o talento não é tão incrivelmente aprisionado?
Apenas por nomes que lhe rendem guarda; poderá talvez ser acrescentado.

O retorno às canções de um ano que se confunde com a génese de tudo isto: a imensidão de Beach House, Efterklang, Shearwater, Get Well Soon, Owen Pallet e These New Puritans: ou a garantia que sempre nos recordaremos das tendas mágicas onde o mundo desaguava em sonhos desenhados à vista desarmada: como será possivel tanto brilhantismo?

Rodrigo Leão a soar como caminhadas por instinto por avenidas alagadas por um sol que mais ninguém distinguia.

White Hinterland numa demonstração da prestidigitação que se eterniza, a lançar a electrónica orgânica de Lali Puna de arremesso à vertigem a duas velocidades de Two Door Cinema Club e High Places.

A leveza de She & Him antes do retorno aos Seabear - que ardem estonteantes neste ano de chamas incontroláveis - anteriormente anunciados e à deflagração a cargo de Sarah Jaffe.

Sobre Sparklehorse & PJ Harvey a cortina que alguém se esqueceu de arrumar e que depois de roubada alterna entre o fundo da arca dos segredos e a janela que o sol não se esquece de trazer o mar.

Em relação a Bill Callahan: No Further Questions, Your Honor.

Há sons que só o cinema sabe contar: há imagens que apenas pela música são transmitidas: e tudo pode caber num nome pelo qual já teremos sido chamados.

Alucinação a duas mãos vagas.

Boas escutas.

01 Jurgen Knieper - der himmel uber berlin
02 Bruno Ganz - lied vom kindsein
03 Seabear - lion face boy
04 Nick Cave - from her to eternity
05 Joanna Newsom - go long
06 Joy Division - transmission
07 Beach House - real love
08 Efterklang - mirror mirror
09 Shearwater - black eyes
10 Get Well Soon – aureate!
11 Owen Pallet - tryst with mephistopheles
12 These New Puritans – orion
13 Rodrigo Leao - rosa
14 White Hinterland - hung on a thin thread
15 Lali Puna - everything is always
16 Two Door Cinema Club - do you want it all
17 High Places - the longest shadows
18 She & Him - thieves
19 Seabear - cold summer
20 Sarah Jaffe - clementine
21 Sparklehorse & PJ Harvey - eyepennies
22 Bill Callahan – say valley maker

Para guardar.

23 março 2010

(sONGS Of dEVOTION) Sparklehorse aND P j hARVEY . Eyepennies



I will return here one day
And dig up my bones from the clay
I buried nails and strings and hair
And that old tooth I believe was a bear's

I held my hand in the fire
It burned me down to the wires

Blood suckers hide beneath my bed
And black fumes of skin so gently bled
I slept with a cat on my breast
Slowing my heart stealing my breath

At sunrise the monkeys will fly
And leave me with pennies in my eyes

I will return here one day
And dig up my bones from the clay
I buried nails and string and hair
And that old tooth I believe was a bear's

At sunrise the monkeys will fly
And leave me with pennies in my eyes

19 março 2010

Beach House @ Guimarães - CCVF - 2010.03.18

Ao terceiro disco, a terceira passagem por Portugal e a dar-se a adopção de mais um projecto musical, que como alguns outros, por vezes de forma tão estranha, se entranha numa característica tão peculiar, que de certo modo acabámos, por cá, por sentir a música, de alguns autores, como se fosse nossa - ao escutá-la.

Num cenário negro, iluminado por barras verticais cobertas por uma espécie de pelo branco e, que se coloriam à passagem do movimento sonoro.

Victoria Legrand, na voz e a preceder um teclado, também ele decorado, como os referidos objectos, Alex Scally entregue à sua guitarra e ao lançamento no início de cada tema, das batidas programadas, que conviveram em perfeição com a bateria do elemento que os acompanhou e que projectou as canções para uma densidade sonora assinalável.

Um concerto de relativa curta duração, com um regresso ao palco e com outro que fica em dívida, para uma próxima passagem que acontecerá com toda a certeza, tal a dimensão da relação que começam a construir, com quem os escuta por aqui.

Depois do registo de estreia, da excelente sequência dada através de Devotion, com Teen Dream, os Beach House, elevaram fasquias, adocicaram ainda mais as influências que absorveram – vide Young Marble Giants – e acompanham sem esforço aparente, a passada dos trabalhos que iniciam o desfile deste ano, com maior nível de qualidade.

Uma voz que se torna permanente e que comanda o curso de um som que se constrói robusto e solto, assumindo a frequência com que se exige a sua (re-)escuta, tornando-se familiar, num registo cadenciado.

Em Guimarães cumpriram a execução de praticamente todas as faixas do álbum e socorreram-se de algumas (poucas) de trabalhos anteriores.

Com Alex Scally a levantar-se e sentar-se ao longo da mudança das canções, Victoria Legrand sem largar o teclado, sempre comunicativos numa onda de simpatia: agradecimentos e referências elogiosas a quem os ouve e que caiem sempre bem, como referir o berço da nacionalidade, evidenciar o quanto é gratificante ter uma audiência assim, naquele caso a assemelhar-se a vê-la como se estivesse numa nave espacial e, a notificar que poderiam ser efectuados pedidos de preferências ao departamento que Victoria Legrand dava corpo.

As canções de Teen Dream, assim como Gila e Astronaut - repescadas esta noite - são plantações de labirintos para evitar a época das descobertas, hipóteses velocitadas na mesma dimensão de um toque, que leva à queda em músicas dos sons do envolvimento: texturas de simplicidade como Zebra, 10 Mile Stereo, Used To Be, Norway, Silver Soul ou Walk In The Park, permitem a transversalidade de ambiências: urbanas; frente-de-mar; rio exterior; noites alvejadas: dia a nascer perdido e onde por todos caminhos se encontram vigor; hipnose; massa bruta densa-narcótica-transparente; liquefacção de vozes, a iniciar noites de dança debaixo de canções assim.

À semelhança das restantes, Better Times, Real Love e Take Care, são feitas de uma mesma linhagem: a da pungente suportação do brilhantismo, arranjos onde os predicados são decalcados, na estrada das referências fundamentais onde se escreve a música dos anos recentes e que não possuem limites temporais.

Numa sala com uma qualidade acústica impressionante, a voz de Victoria Legrand esteve pura e simplesmente excelente, sob e sobre a sobriedade da percussão e a guitarra que se interiorizava ou se desinibia num percurso tão volátil quanto cerrado.

Teen Dream é um álbum crú com voz acoplada a malhas tecidas numa volumetria desenvolvida na movimentação que serpenteia pelas memórias cravadas nas tréguas das noites.
Perante um auditório quase esgotado, o transporte sonoro de corpos arredios à depuração desse mesmo som, sem estar sujeito a demasiado sujidade que o tornasse agreste e, aqui mais uma vez a voz é um elemento fulcral em tudo isto: límpida na exacta medida em que por vezes, a rouquidão doce a conduz, sem excessos a reencontrar esse mesmo som: onde o Sol está a um metro e vinte de altura e a outro tanto de profundidade - claustrofobia luminosa; leve? possível? - em absoluto.

A execução instrumental, lança a evolução da voz, espalhando-a, como pedras “indimensionais” por praias onde as rochas recolheram areias depois da aterragem das ondas.

Ao anunciar a “last song” que Take Care não se viria a tornar, estaríamos ainda longe de pensar que Astronaut – referida por Alex Scally como anteriormente pedida entre o público - e 10 Mile Stereo encerrariam uma noite, garantidamente demasiado curta, a sufragar rebeliões emocionais, escutadas com as mãos sobre mesas de madeira talhadas pela erosão dos sons desobedientes.

Sensação de resgate: cheio, num espaço que promete retornos: com o que já se anseia aos Beach House.

Eventual alinhamento: sujeito a incorrecções: ou a falta que faz conseguir gamar uma setlist do palco :)

01. Walk In The Park
02. real love
03. Gila
04. Better times
05. Norway
06. Silver Soul
07. ???
08. Used to be
09. Zebra
10. Heart of chambers???
11. Take care

mais

12. Astronaut
13. 10 Mile Stereo

17 março 2010

(Songs Of Devotion) Yo La Tengo - I Feel Like Going Home



He calls me to the ocean
Takes me wandering through the street
A restless imagination
But for now, I move my feet on the ground
'Cause I feel like going home

I can float above the ceiling
I like drifting through the air
I tend to lose my concentration
But right now the clouds don't appeal to me
I feel like going home

Sometimes late at night
While runnin' from the rain
Running from the voices
Filling up my brain
Now I wish they'd leave me alone
And let me be
To go off on my own
Let me be to go home
I feel like going home

16 março 2010

:)

Foi bom saber por breves relatos que Brendan Perry em Lisboa e Braga foi muito bom.
E que os Yo La Tengo tiveram o que merecem e deram o que são.

14 março 2010

Post um bocado a atirar para o ordinário: sim; todo fodido.



Em tempos descobri numa compilação de novos talentos à data, uma banda com um nome soberbo: Yo La Tengo, o exmplar era "Private Doberman".

Desde essa altura que escuto até ao limite da exaustão todos os seus álbuns, que fazem o favor de ser quase sempre dos melhores da colheita do ano a que dizem respeito e como tal projectam a sua obra para limiares de excelência.

Estes caralhos são parte integrante da lista de maldições que me impediram assistir a concertos de músicos que gosto de ouvir como o cão do Miguel: que mais uma vez lerpo: como ele: o cão: dele.

Puta que pariu: sempre que os Yo La Tengo cá vêm: há sempre algum cataclismo que vem ter comigo como moscas a mel: ou abelhas? Uma merda dessas com asas, umas mais insuportáveis que outras.

E são um grupo com discos fenomenais; canções incríveis: músicos fodidos de bons.

A 13 de Janeiro às 20:38 comprei numa f*** ( aqui os asterixes não são da palavra inglesa ) que agora existe em cada filho da puta de cada de shopping, por 23 euros - mais uma merda de uma comissão que tem se de pagar por aqueles que têm a puta da mania de não adjudicar cartões com medo que lhes telefonem por dá cá aquela palha a sugerir promoções de merdas que não interessam nem à tonicha do menino jesus - um bilhete para a casa da música, onde para se arranjar ingressos que sobram dos mecenas, patrocinadores ou siglas que aparecem a seguir a "com o apoio de" é uma tarefa semelhante a encontrar uma personalidade politica com 1,5 mm de espessura de interesse, e tinha logo que me foder inteirinho.

Por afazeres profissionais, atiram-me para fora do Porto, logo hoje!
Com tanto filho da puta de tanto dia!
Foda-se!

A juntar a tudo isto Brendan Perry vem até cá perto e fiquei vê-lo ao longe.

Sempre ouvi dizer que uma puta de uma desgraça numa nuvem só: raios comam o diabo!

E quase que tinha dado para ir a Lisboa ou Santiago de Compostela e, que na altura sim, me parecia muito mais dificil em termos de calendário.

Podia deixar aqui algumas 32851478861589686214 grandes canções geradas por Ira Kaplan, Georgia Hubley e James McNew.
Fica esta porque sim, cassafoda!

Façam-me é só um favor: quem os vir em Lisboa ou no Porto que me diga que foi dos melhores concertos que assistiu: mesmo que minta: por vezes uma milonga pode ser piedosa.

Tenham um grande concerto a ver músicos do caralho e a escutar canções fodidinhas de boas!



Owen Pallet @ Aveiro - Centro Cultural e de Congressos





Owen Pallet

Centro Cultural e de Congressos de Aveiro

2010-03-12


Owen Pallett é um violinista exímio; um compositor notável; um músico brilhante.

Ao terceiro álbum que edita retornou a espaços portugueses para mostrar maior maturidade, sem perder uma nesga da simplicidade em que se baseia a sua obra.

Depois de uma presença dupla no Teatro Maria Matos, em Lisboa, a deslocação a Aveiro, a uma sala perto de esgotar, com excelentes condições para realização de concertos: visibilidade impressionante e acústica de muito bom nível.

O argumento foi a apresentação de Heartland, mas a prestação visitou os seus anteriores registos, desta vez com a companhia de um “performer” desatinado – Thomas Gill - com um talento incrível e uma presença em palco tremenda.

Quanto a Owen Pallet, após colaborações com Arcade Fire e Broken Social Scene, entre outros, durante uma hora – o tempo estaria contado para uma viagem para a Alemanha, como se tivéssemos muito a ver com isso - evidenciou uma evolução muito bem sustentada, com um crescimento significativo desde o já excelente espectáculo na Casa das Artes de Famalicão em 2006.

Com uma primeira fase, só, em palco, com o seu violino, pedais, loops e teclas como acompanhamento, a discorrer canções muitíssimo bem construídas e com agradecimentos a pontuar o decurso dos temas, até uma maior libertação após a chegada de Thomas Gill, com a sua guitarra, voz, assobios e o acto de “hit things”, percussões de base simples, e movimentos corporais perto do hilariante.

O seu mais recente trabalhou reuniu aparentemente mais meios de produção mas o formato da sua apresentação, repetiu os mesmos elementos de suporte, em que a técnica de “geração de loops” dão dimensão a um corpo musical de uma forma interessantíssima, envolvendo-se com uma vez que faz da sua fragilidade força.

Beleza que afasta toda a suposição de monotonia, um violino que se sobrepõe a uma voz totalmente adequada à sonoridade e a fazer com que a actuação pecasse apenas por ser curta, mas nestas coisas conta muito mais o que se escuta do que a probabilidade do que eventualmente pudesse ser ouvido, ou simples desejo de algo mais ser presenciado.

Manuseado de forma brilhante, o violino, batido e abanado, dedilhado ou trespassado pelo arco, escrupulosamente limpo no inicio da actuação, inventivo e criativo, encarregou-se de o demonstrar à audiência, que se rendeu a cada tema.

As referências tinham que existir e, podiam passar por um John Cale em fase de arranjos crus e directos, até um Vinny Reilly não tão fechado.
A beleza e a alternância de ritmos e técnicas de suporte, mantiveram a actuação sempre em nível elevado e explosão suspensa.
Ainda houve hipótese de visualização escutada de um excelente tema novo, e de um encore com dois temas já sem a companhia do desatinado de aspecto lunático, que tanto brilhantismo tinha cedido à actuação, que começou em toada lenta, com temas nesse ritmo e não se cansou de crescer.

As histórias de queijo-dependência deram lugar a sumo de tomate ou algo parecido.
E a ameaça de danos cerebrais com o contributo de Thomas Gill, afinal não passou disso mesmo.

A subtracção de Final Fantasy, permitiu um produto repleto, sem leis de anulamento.

Um homem praticamente só em palco, minimamente comunicativo e que deixa que a música fale por si.
Um violino e pouco mais: que era tudo.
Nada dolente.
A simplicidade - tão difícil de atingir - que há 3 anos e meio, já o tinha sido, esta sexta-feira em Aveiro voltou a permitir-se por lá muito perto.

13 março 2010

Owen Pallet

As imagens da estadia em Lisboa.

As palavras sobre Aveiro - muito bom - quem sabe talvez mais tarde.

E o atrofiado que esteve em palco com ele? - demasiado!

05 março 2010

sob a pele






joanna newsom - "go long": há mais de 15 dias que esta canção ocupa todo o espaço que há em mim; o que me rodeia; o que me resta.

desculpem a recorrência do nome.