30 agosto 2010

já vos apeteceu que umas férias não terminassem, não já? claro que já: claro que já.



depois de uns concertos agarrados sem saber que iam decorrer
( b fachada e diabo na cruz no "bons sons" de cem soldos "à beira" de Tomar: entre outros e as águas da albufeira de castelo de bode e durante um tempo sem início e a negar o seu fim )







quanto à hecatombe visual e o turbilhão de mundos perdidos sobre magma nos Açores, envolto nos sons que embriagavam o brilho que reclassifica a maravilha do movimento, nem a vou referir: arquipélago emocional.













um som? ( descoberto no "fôlego estancado )

08 agosto 2010

(songs of devotion) - neste caso - Três Cantos . Que força é essa

mão morta @ gaia 6.8.2010

a(s) noite(s) do Porto impede(m) que se escreva quando se deveria fazê-lo :)



Olhando para Gaia, nessa noite em que o inferno se fez notar pela ostentação de temperaturas impensáveis.

Percurso de partida impelido pela certeza do regresso à cidade que espreita o rio e, se preparava para desenhar a proximidade da escuta dos sons, que marcam de forma indelével a história da música interpretada pelas pontas dos dedos geradas na zona obscura e inebriante da universalidade dos principios do brilhantismo e, que lê os textos na língua das nossas ruas.

O alto da Serra do Pilar e o seu átrio permitem uma visão única do burgo que acolhe os invasores que o tornam mais barbaramente cosmopolita que nunca.

Os Mão Morta não necessitam que a estação dos incêndios tenha um tiro de partida e não se aliam a regiões demarcadas: em imensos dos melhores textos para vastas canções que deflagraram nos últimos 25 anos sobre um país estupidamente em chamas de forma sazonal e demasiado redutora.

Com participações em festivais de verão que não sabem passar sem eles, cederam o seu nome a uma estrutura autárquica, para um evento que se elogia, espalharam as chamas da guitarras por um céu que se torna pequeno para os envolver, avivaram as brasas com as palavras únicas das suas canções e não permitiram rescaldo sob a voz de Adolfo Luxúria Canibal nem hipóteses de descanso quando se assiste à entrega de um espólio à prova de fogo.

Recorrendo generosamente ao seu último trabalho, onde se incluem temas que estão nas melhores áreas da sua galeria de grandes canções, permitiram a escuta de “Penitentes Sofredores”, “Fazer de Morto” e de “Novelos da Paixão" e como tinha caído bem por ali "Paisagens Mentais", mas das ausências não rezam as noites de incêndio.

Voltar a “ouver” “1º de Novembro” daquela forma proporciona imagens calcinadas em todos os níveis do cérebro.

Perante uma assistência que ali estava porque queria, não apenas pela inixistência de bilheteira, com um som fabuloso, foram aquilo que já nos habituaram e que nos fazem segui-los: para acompanhar um percurso que une as cidades de um mundo de escombros por palavras que erguem ruas, lançam muros e geram subterrâneos de conspirações emocionais.

Canções apresentadas: e a constatação que o “falecido Charlie Mingus se tinha deixado de ouvir durante a execução de um tema e que sentiam a sua falta”, as despedidas para o agradecimento para quem “está no altar de vós”.

Recreação brilhante da letra na inclusão de novos desenvolvimentos em Charles Manson: eu estava lá :)
(Não quem parta esta merda toda: que se revolte perante tanto embuste: tanta lobotomia colectiva: tanto encarneiramento: dass!: ninguém está farto de procuradores: fantoches: medíocres: ladrões certificados?)

Com um alinhamento excelente - como seriam outras combinações de limite a tender para o infinito – os Mão Morta geraram mais uma noite em que as labaredas foram atropeladas por quem se move por sentidos de luminosidade extrema e só permite dias ardentes e noites rendidas a matérias em combustão.

Tiago Capitão

Fazer de morto

Teoria da conspiração

E se depois

Tu disseste

O seio esquerdo de R.P.

Oublá

Novelos da paixão

Barcelona

Cão da Morte

Anarquista duval

1º de Novembro

( e mais )

Penitentes sofredores

Charles Manson

Amesterdão

the walkmen . stranded

deerhunter . revival

julian lynch . Just Enough

o regresso das grandes linhas de baixo: ah: e do resto também



clinic . i'm aware