31 outubro 2010

até as sociedades mais primitivas admitem os seus loucos 20101031


(imagem de Beatrice Helg)

Percurso efectuado com minúcia pelo recorte da face ocidental da cidade.

Banda sonora construída pelo apontamento da canção perante o cenário, ou pela fixação da forma como as imagens se deixaram percepcionar, no momento em que soavam perante a manifestação poderosa dos elementos, as fragilidades sem templo, no exílio ao começo do dia, perante o sonho do homem sem palavras.

Mãos sujas por tinta desprezada pelo dilúvio, na sombra do que foi uma vã tentativa para dominar o mar que desconhece o Outono de demónios brancos.

No breve reinado das recordações que sequestraram as vontades e estugaram passos que se queriam no segredo do oriente perdido.

Apenas a música sabe quais as sete partidas onde os corpos se tornam diabos no mistério do reencontro e deuses inquietos pela reprodução de páginas abertas à indulgência.

A persistência das questões tornava-se insuportável: a que ceder?: à vontade classificada como impossível de uma certa forma de felicidade ou ao desejo íntimo de ser a rede de salvação dos outros?



01 The Soundcarries - Celeste
02 Peau - Litanie
03 Pela - Present
04 DM Stith - Pity dance
05 Archive - Razed To The Ground
06 Nick Garrie - Lovers
07 The Kills - Goodnight Bad Morning
08 Antony & The Johnsons - Her Eyes Are Underneath The Ground
09 Kendl Winter - Sharp Stones Into The Sea
10 Richmond Fontaine - Maybe We Were Both Born Blue
11 Unkle - Paint The Silence
12 New Ghosts - Suspiria
13 Our Broken Garden - The Darkred Roses

MP3

29 outubro 2010

the tindersticks @ coliseu do porto - 27.10.2010





Uma cadeira do Coliseu do Porto, vazia, num concerto de Tindersticks já andaria perto de ser considerada um crime, muitas, tornam-se um cenário quase confrangedor e já se ignoram neste inventário galerias ao abandono: imperdoável.

Com a sonoridade de Danças Ocultas a permitir uns minutos bem cheios - projecto de uma resistência a elogiar, com qualidade de composição notável, a que faltará um leque de instrumentos maior, para evitar algum hermetismo e fazer voar peças que estarão acorrentadas, dando-lhes novos rumos que as potenciariam, correndo o risco , é certo, de lhe retirar a marca de diferenciação que possui.

Quanto a Stuart Staples e restantes músicos: mais do - muito bom - mesmo: grandes canções mostradas, num alinhamento próximo da digressão por cidades mais afastadas dos centros habituais, realizada já este ano, desta vez com um cenário que poderia ser mais exuberante, (comparar com Guimarães) no CCVF, com um nível de som uns furos mais abaixo, desta vez no Porto.

A entrega, essa, foi a de sempre, o ritmo do espectáculo menos solto e oleado que o de há uns meses - Stuart Staples referiu que o facto de algum tempo sem estarem juntos, possa ter ajudado a algumas hesitações na abordagem dos temas.

Algumas peças dos álbuns mais recentes ( "The Other Side Of The World", "Factory Girls") a confirmarem o acesso a históricos da banda - fabulosas mais uma vez em palco, crescendo sem controlo - que voltou a montar a teia de à volta do último trabalho: ombrearam com "A Night In", "Marbles", "Raindrops" e "Sometimes It Hurts", quando estas já detém o cunho da imortalidade, pelo peso concreto de canções dos dias da pele trocada e abandonada, no decurso de perdas e ganhos, tão dolorosos; memoráveis ou imperceptíveis.

Com muitos momentos altos, silêncios a lutar corpo a corpo com o preenchimento do espaço, a voz - a voz! - servida por uma percussão perfeita, guitarras a soar como fracções impossíveis e um violoncelo a atingir detalhes próximos do inversosimil.

Duas horas bem medidas, a esvoaçarem entre agitação de corpos sentados e cabeças a flutuar comandadas por olhos bem fechados.

A marca de água desta noite, fica-se por uma questão meramente pessoal: pela primeira vez assisti a um concerto dos Tindersticks no Porto e, depois de um alinhamento programado, ser arrebatado pelas canções que referi, a que adicionaram "Tyed" - quase cruel - poder escutar no Coliseu "City Sickness" a abrir o regresso ao palco, a passar por "Bathtime" e "Tiny Tears" a fechar uma noite que não posso esquecer.

Porquê?

Porque pude vê-los na cidade onde apenas os tinha escutado: na cidade que se torna gémea de tantas outras na escuta de algumas das grandes canções do século passado numa alquimia que desintegra ruas para as tornar mares: onde tudo o que vemos quando contactamos músicas de um obra soberba, perde a forma e o conceito: o calor e a substância que apenas os sentidos sacudidos por uma sonoridade assim permite atingir.

Corpos percorridos com minúcia em chãos a desaparecer ou, em ruas em construção emocional;ou; viagens solitárias onde os reinos da devastação são reclamados por lágrimas sob o som de composições destas; e; sóis adivinhados e acedidos após negrume engolido sobre vontades impedidas: assim, a soar na cidade dos prodígios, pode causar a deflagração de espelhos e desenfrear jogos de sombras e fumo, que simbióticos, aceleram o tumulto dos olhos, com o pretexto das migrações do fogo.

25 outubro 2010

até as sociedade mais primitivas admitem os seus loucos 20101025

Quando se alinha música há muitas variáveis em causa: mas há uma que poderá ser um factor diferenciador: a emocionalidade com que as várias canções ou peças se interligam: como uma sequência aparentemente sem conexão mas detentoras de um pulsar a que a redundância, de imediato, coloca aqui, a palavra orgânico.

Dão uma lógica à ordenação com que se vão desenvolver, mesmo quando possa haver uma faixa que não nos soe tão forte, faz sentido estar ali - antes da que lhe sucede ou depois da que a precedeu, abrindo-se e fechando-se - sobre si ou não - sem se tornar demasiado perceptível.

Aos solavancos, pela imprecisão das formas como foram desenhadas, mas envoltas pelas circulares da perfeição onde se inscrevem, como se a depuração da escuta as pudesse fazer viver de uma matéria que não ousa inverter-lhes o eixo, que as içou da génese até ao decalque dos sentidos.

Arrancando rótulos à dentada para os cuspir antes que o veneno actue, os círculos da significância ganham terreno a si próprios e quando menos possível o pensavam: a implosão de normas acontece com uma espantosa naturalidade, a formatação da produção e composição a régua e esquadro é liminarmente substituída pela incrível firmeza do traço a mão nua, de bisturi em punho: o tecido nervoso é deslindado, o caminho oculto rumo à galeria dos momentos preciosos, desbravado sem a menor dificuldade: por inerência.

Há um caos que por vezes prevalece, menos do que as que desejamos: vagueia dentro de si próprio ou está aprisionado a rituais de causas desconhecidas, imune a um ciência que teme aplicar métodos demasiado rígidos me a objectos com contornos voláteis, como apenas as canções o sabem possuir.

Há canções que escutamos durante uma vida e nem assim as conhecemos: outras foram abordadas em ocorrências quase nulas e convivem entre elas e connosco, sem peso: com volume indefinido: sem os desmandos de uma ditadura de gostos, em que os conceitos que prevalecem são o da descoberta, da activação de memórias e o da entrega sem receios a sonoridades comunicantes com os vasos que nos sustentam.

Os pressupostos que levam à elaboração destas “sessões” do “até…” são todos estes: o fundamental: o tê-lo feito: assim: para todos efeitos uma extensão de escolhas para auto-consumo, sem pretensiosismo nem imposições, e que cada escuta que façam me torna um privilegiado, na exacta medida em que também o sou quando noutras partidas descubro os sons que recusam a estagnação dos sentidos.

01 Desert Shore - Mojave mirage
02 Wyatt, Atzmon, Stephen - Lullaby for irena
03 The Lost Trees - The past is a grotesque animal
04 The Black Heart Procession - Witching stone
05 Warpaint - Majesty
06 David Sylvian - Pure genius
07 Love Like Fire - Dust
08 Liars - Proud evolution
09 Vic Chesnutt - Flirted with you all my life
10 The Strokes - You only live once
11 Wyatt, Atzmon, Stephen - The ghosts within
12 Mary Gauthier - Blood is blood



MP3

Warpaint . The Fool . 2010



um disco?
não.
uma voragem dos sentidos.

( já se poderá escrever sobre ele? )

18 outubro 2010

quaker


um dia vou agarrar em ti: tomar-te ao colo; ser-te tronco; cederes-me os braços, para te levar a nosso templo e destapar três ou quatro frases de uma história que nos uniu: olhar-te: ler: apenas agora consegues ver o que sempre te disse. e tu vais sorrir. e vais chorar. e responderás: pois disseste, meu amor, pois disseste.

dark dark dark . robert

porque não te consegui levantar; fazer voar; rir mais? porque não esmaguei o monstro que te estendeu e não te olhava? porque estamos ainda abraçados sem o termos feito naquele dia que alongou a noite até hoje? porque te desencaminhaste, deitada?

cortney tidwell . oh, suicide

aproveita uma parte do dia para te completares: às outras faz o mesmo, em entrega absoluta, como ao brilho com que iluminas este teatro de rua: poesia em fogo com que cobres o teu movimento.

the lower dens . tea lights

12 outubro 2010

creeping post :)

após a colocação das canções - descoberta (tardia? - antes assim que nunca) de cortney tidwell via kurt wagner - apetecia-me fechar o dia com nick cave.

recorrer a mercy seat da vhs que cheguei a ter do paradiso de amesterdão era impossível.

antes de mais uma viagem ao uncle tube - tenho sempre um tio que me mostra e me faz conhecer alguma coisa - num comentário de um hell of a place, encontro-o!

depois por mail recebo uma pérola de grinderman.

fall é só para disfarçar :)

assim: por ordem alfabética: tky: m; p; v.



"Grinderman jettisoned this music video from there unmanned rocket GRINDER1 on September 27th. GRINDER1 space rocket plans to spend one year orbiting earth taking measurements including atmospheric temperatures and the effects of solar flares on planet earth. Upon its completion it will return to planet earth reassemble as a rock robot blasting laser beams from its robot eyes at all neigh sayers and unbelievers before biodegrading into harmless space dust."


05 outubro 2010

foge foge bandido @ hard club - 02.10.2010

( como se de um ensaio se tratasse, com muita gente a ver? )

Depois da resignação pela impossibilidade de ir ao novo Hard Club e logo com Foge Foge Bandido, eis que surge a abertura de uma passagem que ia permitir aceder à galeria onde se assiste a canções que sustentam um álbum fabuloso,e que porventura poderia deixar sem controlo uma certa euforia que turvasse a opinião sobre o concerto.

Num espaço que cheira a pintado de fresco, num dos edifícios tremendos de uma cidade que os trata por vezes tão mal, contido numa área tão marcante do burgo que concede certidão de nascimento a tantos criadores de música de enorme valor: e este: Manel Cruz, ostenta o sotaque como nenhum outro.

Penso ser importante referir que, para se cantar, não é necessário arredondar por excesso a sonoridade das suas palavras sob a égide da rigidez de uma norma, que fiscaliza a vocalização das letras: retirando-lhe alguma autenticidade; roubando-lhe a origem.
Tome-se como exemplo a música anglo-saxónica: a articulação do som e as suas sequências não é adulterada: muito facilmente se adivinha de que região aparece quem escutamos - nem o conseguiríamos admitir de outra forma.

Na música portuguesa é bom assistir ao modo como os cantores alentejanos soam; como as palavras de Adolfo Luxuria Canibal crescem, arranhadas e alicerçadas no som do granito das calçadas de Braga e, com Manuel Cruz, como algumas das letras provocadoras de um espanto sem dimensão - a perdem apenas no sentido da incapacidade de serem medidas - a viver, de forma sanguínea, na cidade dos prodígios, espalhadas de modo antológico ( neste caso ) num concerto digno dos manuais da mitologia, depois de reunidas num dos melhores discos de sempre da História da Música Portuguesa e não só.

As palavras de Manel Cruz ditas por ele soam de uma forma brutal.

Num país demasiado pequeno, o Porto na noite de 2 de Outubro de 2010, consegue o fantástico mandamento de apresentar Manel Cruz, Mão Morta e Pop Dell’ Arte numa simultaneidade que devia de ser proibida.

As próximas ideias de força – ou o que delas resta ou se pode aproximar – são sobre Foge Foge Bandido no Hard Club e omitem o quanto custou perder os restantes: porque por aqui apenas se procura a referência ao arrebatamento.

Numa sala com excelentes condições e óptimo desenho, um palco repleto de instrumentos espalhados de ponta a ponta a fazer adivinhar uma presença generosa de músicos, a esvanecer o receio da falta de evolução em relação à última vez que me foi possível assistir a um espectáculo de Manel Cruz – no Sá Da Bandeira em Junho de 2009? - dele se espera sempre crescimento: sabedoria a ser aplicada na travessia dos dias de tão difícil arte.

A ausência “das mesas iqueia” que permitiram no teatro portuense um muito melhor desempenho (ainda que demasiado escondido: um bandido não se esconde: foge) que o do Festival Para Gente Sentada, mas ainda assim a deixar um travo a “podia ser melhor”, dava bons sinais e aumentava expectativas (concordo que a exigência colocada a Manel Cruz possa ser excessiva, mas o seu valor não deixa margem de manobra).

Por vezes entre um bom concerto e um excelente, existe a distância de um abismo e Manel Cruz, com mestria, agora soube atingir o extremo da última hipótese.

Quem tem o dom e o fabuloso esforço de produzir uma obra-prima assim, também sente que pode dar a mão à palmatória perante a não opção pelo melhor dos caminhos para a apresentar e, é por aí que Manel Cruz também se destaca: reconhecendo, que a tentativa de mostrar o seu trabalho discográfico “praticamente” só, em palco, mais do que lhe retirar a liberdade, lhe roubava a paz, para viver nele o desfrute de uma obra de que se pode e, mais do que isso, se deve sentir orgulhoso.

O que Manel Cruz construiu - com a ajuda de uma mão cheia de instrumentistas de mão cheia ( a redundância de uma palavra e do seu som, pode por vezes saber bem como o caraças) foi um concerto magistral: uma noite mágica, pelos menos nas duas horas que durou e nas quase quarenta canções que mostraram finalmente em palco toda a sua riqueza, não como ostentação mas como merecimento à sua génese.

Um alinhamento perfeito, canções a escorrerem como néctar em mãos, um som soberbo, uma atmosfera indizível, a estender-se do palco a um público que o prolongava, como uma massa única, a mover-se pelas marés das noites memoráveis.

Leveza absoluta a transpirar na comunicação entre todos os músicos, trocas de posições no limite da imperceptibilidade, aparições e desaparecimentos perto da desintegração ( a saída de Álvaro e do seu trompete a extinguir-se e a extinguir “As minhas saudades tuas” é de campeonato ), conversas sobre avarias de instrumentos e pedidos gestuais à assistência “é só mais um bocadinho, acabamos já, ok?” entre afirmações carregadas de humor e boa disposição, a boa onda com que iam e vinham os colaboradores de tão preciosos momentos é quase indescritível: só vivido perto do palco se entende e longe dele se capta.

A genuinidade dos “obrigado pessoal”, a alegria assombrosamente verdadeira sentida pelo desempenho de um “roadie” na bateria, ou do brilhantismo atingido por todos os restantes músicos que mais do que o rodearem, estiveram a seu lado, no afinco da afinação da guitarra que não permitiu ver a chegada de Teresa, e pedir tardiamente a sua presença, o romper de "regras" impressas em folhas A4, e solicitar o regresso não previsto de Álvaro para “Canção da canção triste”.

A referência à tentativa sem rede de “Mau hálito” e que depois com “Eleva”, “Quem sabe”, depois ”É sempre a descer” – se não foi acidental pelo menos foi brilhante.
Luzes apagadas só com as vozes dos músicos em “Sempre a pensar”, salto ao eixo sobre pequeníssimos problemas técnicos, ou demora por encontrar os pequenos instrumentos que engrossavam o espectacular número sobre o palco, de forma magnifica.

Todos estes pequenos enormes detalhes, aliados a uma cumplicidade em palco a aproximar-se do inverosímil, com a temperatura quase a exceder tudo o que lhe era permitido - as camisolas despidas ameaçavam tornar-se um substantivo colectivo - a comunhão por tudo isto com uma assistência rendida e fascinada pela entrega de um punhado de músicos que fizeram finalmente justiça a um disco portentoso.

Descrever cada canção executada ou eleger momentos altos seria tarefa inglória:(foram-se sucendendo com naturalidade e por aqui aleatoriamente referidos)cresceram desde a gravação e foram tocadas de forma irrepreensível, preservando toda a sua identidade e mutações - como em "borboleta" - notáveis: uma canção tem muitas (formas) (de) vida(s).

Cada palavra das fantásticas letras das excelentes canções de “O Amor dá-me tesão” e “Não fui eu que estraguei” sob e sobre a qualidade sonora e forma como foram tocadas, permitiram-(nos)(lhes) um concerto inesquecível.

Retenho o hermetismo ter sido implodido, tal como Manel Cruz o fez à forma como compôs as suas/nossas canções: hoje felizmente, algumas janelas se abriram e muitos o "seguem" e, também por isso este seu trabalho é histórico e vai um dia ter o seu verdadeiro reconhecimento.

E foi bom ver o lado mau da ânsia para que tudo corresse bem ser vencido: e assistir ao triunfo dos bons bandidos, que oferecem água a quem os escuta e usufruem por estar a dar tudo o que têm em palco.

O perfeccionismo com os seus temíveis excessos ao tudo querer abraçar poderiam ter alongado a asfixia de um trabalho - que não é bárbaro repeti-lo - é de facto do melhor que nos foi dado a conhecer e, a inteligência com que rectificou uma parte do percurso que queremos próximo do interminável, a forma como desenrola a sua carreira, a excelência da sua composição e interpretação, são factores a aumentar a admiração que obviamente por ele se sente.

O Hard Club começa (já) a ter que contar: um dos melhores concertos que se assistiu até hoje no Porto, foi dentro das suas portas.

Manel Cruz, mais do que ninguém, fez por merecê-lo: e nós limitámo-nos a aproveitar o que desejámos.

Quanto a mim, não posso negar, a enorme satisfação, por ver como ele sorria no final dos temas, assistir a como se sentia, por o concerto estar a sair assim: excepcional; por a sementeira permitir a colheita de belos frutos: o gozo e a leveza com que esteve em palco e depois a conversar fora dele - a genialidade sabe bem, servida nos melhores dos seus componentes: simplicidade e talento.

o alinhamento, não consegui "fotografar" :)

Foi no teu amor
Não aldrabes
O medo de ter de errar
Fartos do que tu não tens
Ninguém é quem queria ser
Noções para viver sem ti
Acorda mulher
As minhas saudades tuas
Vida adicta
Desce à cama
A lenda da verdade
Canal zero
Estou pronto
Uma historinha
Diz-me se aprovas
Tirem o macaco da prisão
Um tempo sem mentira
Meu amor está perto
Canção da canção da lua
A cisma
Fechado para obras
Canção segredo
Falso graal
Cenário perfeito
À sua volta
As nossas ideias
O caminho certo
Isso não vai mudar
Insónia
Borboleta hardcore :)
Sempre-a-pensar
Tu não tens de o fazer
Canção da canção triste

+

Mau hálito
Eleva
Quem sabe
Ainda pode descer

+

canal zero speedado