29 novembro 2010

até as sociedades mais primitivas admitem os seus loucos 20101130



(imagem de béatrice helg)

01 balmorhea - clamor
02 laura marling - failure
03 spain - ray of light
04 highspire - satellite
05 lilium - her man has run
06 tunng -code breaker
07 american music club - how low
08 agent ribbons - dada girlfriend
09 the band of holy joy - rosemary smith
10 the brian jonestown massacre - nothing to lose
11 dm stith - spirit ditch
12 the triffids - stolen property



para guardar:MP3

big blood . dead song



é por estas e por outras que gosto de mostrar o que conheço: depois tenho recompensas destas: topem bem este estrondo. tky sister T

The Triffids . Born Sandy Devotional





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25 novembro 2010

durante um dia

num dia que deu noticias escusadas, por aqui (num hell of a place) a memória foi agitada por esta canção que passei anos sem escutar. de um álbum que me fez conhecer bill smog callahn smog e, que há semelhança de todos os que editou é desmanchador, tal a dimensão que atinge com uma simplicidade assassina.

como se não bastasse - confesso que não sei quem - alguém fez um video assim:



e claro: hoje não consegui ouvir outra coisa.

assombroso ( gamado ao nino )

(Songs of Devotion) Swans . Real Love

Agnes Buen Garnås & Jan Garbarek - Rosensfole

Nick Cave and the Bad Seeds . By The Time I Get To Phoenix

23 novembro 2010

The Suzan . Golden Week For The Poco Poco Beat . 2010



Num ano que se aproxima a passos largos do fim, a resenha do seu decurso - temos desafio João: aceite? - terá forçosamente de registar os efeitos da manifestação sobre a Natureza da sonoridade produzida por este quarteto de japonésidas, tal como Manelinho, o compincha de Mafalda, definia os habitantes do imperial Japão.

Um álbum estimulante, gerador de entusiasmo: contaminação absoluta.

Resta a ousadia da escuta destes cinco temas que mostram diferentes contributos para um disco muitíssimo bom: depois é complementar com a audição integral, se não se importarem.

Uma limonada fabulosa: e atenção que eu adoro cerveja :)



Secret; Ramble; Into the light; Home; Uh Ah.

17 novembro 2010

até as sociedades mais primitivas admitem os seus loucos 20101117

( post em construção, quase todo ele gamado)

o que vos pretendo aqui mostrar é o espólio de um roubo; uma colheita efectuada sobre praias inverosímeis ladeadas por cidades em chamas, onde o som espreita e escapa para um labirinto supenso: ergue-se uma ressurreição como só a inocência e o pecado o permitem, na espuma dos dias invadida pela magnifica arte do descobre[co]hecimento. Amanhã em viagem trato do essencial, pode ser? Grazie mille.

Vai um cheirinho? Nã: mais um pouco, ok? Até, porque, pelo andar da carruagem e pela classe dos contribuintes, conto efectuar mais uns saques: afinal, a politica da casa, certo?

13:35

Aber: como sairá.

A vantagem do formato é que podem assistir a imagens e até alinhar as canções, acertadas a gosto, porque a formação para podcast ainda está longe :)

Acima de tudo: uma enorme descoberta - pelo menos para mim - de temas deslumbrantes, com outros de autores que conheço, mas as faixas em concreto não.

As outras são e se vão tornando óbvias.

O meu OBRIGADO a quem as mostrou.

just enjoy

- em construção suspensa até ao inicio da noite :) -

16:14: done! - as noites já não são o que eram :D

just play, with fire :)

(indicativo)


cluster . sowiesoso


fredo viola . the turn (ghost cluster)


drop nineteen's . delaware

autolux . transit transit


rené aubry: "steppe live"

british sea power . zeus


brmc . beat the devil's tattoo


chloé . one in other


eef barzelay . lose big


ion . madre protegenos


l'altra . soft connection


dragons . here are the roses


songs: ohia . the lioness


rokia traore . wanita


jesse sykes & the sweet hereafter . reckless burning


sigur rós . ágætis byrjun

13 novembro 2010

até as sociedades mais primitivas admitem os seus loucos 20101113



00 (indicativo)
01 michael nyman – "prawn watching" – a zed and two noughts - 1990
02 dark dark dark – "daydreaming" – wild go – 2010
03 james – "johnny yen" – stutter - 1986
04 elysian fields – "where can we go but nowhere" - the afterlife - 2009
05 carissa’s wierd - "low budget slow motion soundtrack song for the leaving scene" - they'll only miss you when you leave: songs (1996-2003) - 2010
06 kristin hersh – "home" – strange angels - 1998
07 wovenhand – "orchard gate" - the threshing floor – 2010
08 lisa germano – "pearls" – lullaby for liquid pig - 2003
09 richard buckner - "born into giving it up" – impasse -2002
10 smog – "dress sexy at my funeral" - dongs of sevotion - 2000
11 calla – "stand paralyzed" – strength in numbers - 2007
12 swans – "will we survive?" - white light from the mouth of infinity - 1991

em MP3

estes gajos... oub'lá

(songs of) Devotion . Willard Grant Conspiracy - The Suffering Song

mais (algumas) músicas sem percussão :)























11 novembro 2010

até as sociedades mais primitivas admitem os seus loucos - 2010.11.11

01 Test Dept - Current Affairs
02 Blonde Redhead - Love Or Prison
03 Warpaint - Set Your Arms Down
04 Broken Social Scene - Texico Bitches
05 Grinderman - Star Charmer
06 The Afghan Whigs - Be Sweet
07 Horse Feathers - Drain You
08 Foals - 2 Trees
09 Ilyas Ahmed - This Dust
10 Coma Cinema - Blue Suicide
11 The Rural Alberta Advantage - Drain The Blood
12 Mark Kozelek - Heron Blue
13 Três Cantos - Que Força é Essa
14 The Triffids - Stolen Property



Para guardar: MP3

broken social scene @ Porto, Casa da Música - 2010.11.08





aos poucos vão surgindo as imagens que demonstram o estrondoso fenómeno fisico-natural-quimico-geográfico ocorrido naquela noite: bem mais eficaz que muitas palavras, também elas atropeladas por um som brotado de forma única por músicos do outro mundo.

10 novembro 2010

broken social scene @ Porto, Casa da Música - 2010.11.08

Para quem sabe gostar:

Lado B - a hell of a place - com muito para descobrir, conhecer e relembrar.

e Crissant - o preview permite folhear :)

broken social scene @ Porto, Casa da Música - 2010.11.08

Nunca gostei de comparar músicos, bandas, canções, álbuns e concertos: forçosamente haverá injustiça ou pelo menos sou atacado por uma sensação de diminuição do valor a prevalecer quando se tentam sobrepor prestações num desses formatos e, com os Broken Social Scene tudo é mais fácil, uma vez que não são parecidos com ninguém: muito menos com eles próprios.

A música por demasiadas vezes dificilmente é criada como forma de arte e, quando atinge e nos faz atingir um patamar de magnificência ao escutá-la, por muito que queiramos respirar no meio de turbilhão de sensações ou então, apurando o grau de dificuldade, tentamos falar ou escrever sobre ela; descrevê-la - por mais ideias que coleccionemos, apenas à extrema simplicidade da sua essência estamos a prestar homenagem.

Tudo isto para enquadrar algumas imagens sobre a sonoridade que o colectivo Broken Social Scene oferece a quem ousa mergulhar no seu universo.

É como se de um caleidoscópio orgânico se tratasse quando somos atirados contra aquele som: há autores e interpretes que são sanguíneos, outros viscerais, uns depuram a beleza a um estado em que apenas se sobrevive sob a pele.
Há ainda quem traga a Natureza ao desenho do som, outros que o levam até ela envolvendo órgãos e sistemas vitais: muitas vezes som; vento; fogo; água; magma; virtusosismo; vasos sanguíneos e geografia emocional se fundem de uma forma que nos leva ao arrebatamento.

Óssea é a substância que transporta a sensação do som deste imenso e enorme colectivo canadiano: densidade sonora entre carne e circulação sanguínea, pulsar controlado sobre combustão espontânea: o desenvolvimento de canções assenta numa matéria que de facto pode ter um sucedâneo, mas que não respira e faz mover robustez genuína, massa irrepetível, como que endémica.

Os Broken Social Scene não são possuidores de uma textura sonora fácil: é de uma complexidade estrutural absoluta, quase brutal que as suas composições vivem: uma acessibilidade formal labiríntica, que distorce um percurso expectável de uma canção, que não a torna hermética nem trabalhada, com a sabedoria que evita que depois não se perceba o que se procurou produzir.

O brilhantismo das composições é o mesmo como que Kevin Drew caminhou lado a lado com os restantes elementos, para realizar um concerto de eleição: uma escalada a pulso, para mostrar de forma assombrosa um conjunto de canções de valor incalculável com um grau de dificuldade imenso: o catálogo de temas não apresenta nenhum exemplar enquadrável no conceito de "hit song" nem a matriz do projecto permite uma adesão explosiva ao som: por isso mesmo o resultado final tem de ser devidamente realçado: o tumulto sonoro que abalou a estrutura da Casa da Música limitou-se a fazer o mesmo a quem se rendeu sem o minimo de restrições a uma apresentação extraordinária: ou o assombro perante a brutal crueza com que apenas a matéria óssea sabe abrir o capitulo fundamental de um manual de prestidigitação aplicada à geração de música.

Para agitar as águas: a queda sobre elas de uma constatação que me parece muito mais que um mero formalismo: os Broken Social Scene, permitiram-me no Porto, na Sala 2 da Casa da Música, em 8.11.2010, assitir ao concerto dos meus dias.
Assento esta ideia, quase 24 horas depois do início do espectáculo, num número de premissas agora numa quantidade difusa, mas que no final logo se verá onde chegou.

Alinhamento / duração do concerto Em muitas apresentações, quando possuem um legado monumental, alguns autores ou privilegiam o disco mais recente, quase o esquecendo, ou então cedem à tentação de produzir em palco como que um best-of, tornando a prestação fastidiosamente previsível, por muito boa que seja toda a organização do concerto e restantes parâmetros.
E na Casa da Música os Broken Social Scene, com 23 /24 peças, construíram em palco uma sequência de temas, perfeita, ao longo de duas horas, fazendo conviver os “old ones” - como Kevin Drewer por diversas se referiu de forma singular aos grandes temas das fases anteriores – com os mais recentes espécimes.

Qualidade do som Característica fundamental para um concerto inesquecível, este aspecto não foi deixado ao acaso: irrepreensível e a acrescer a dificuldade de fazer circular num palco tão pequeno tantos músicos, “roadies” e uma panóplia de instrumentos, sem falhas, a transparecer um organização impecável e uma maturidade incrível, que a rodagem de uma digressão com algum tempo de duração por uma banda experimentada torna tão natural como inspirar e expirar.

Desempenho / entrega / capacidade técnica Falar de Broken Social Scene é referir músicos de um quilate elevadíssimo, compositores de fina água, que vivem no palco a paixão que os faz mover de uma forma assustadoramente simples. Com uma entrega inexcedível, execução perfeita de vários instrumentos, prazer em tocar e felicidade pelo resultado obtido: o que é respirado em palco é consumido e absorvido fora dele em doses maciças e enche a alma de quem escuta, vê tocar e é tocado avassaladoramente até a um esmagamento próximo da desintegração, provocado por canções densas, aparentemente impermeáveis a uma tentativa de as assaltar para a consumação de um roubo, que afinal não é necessário: motivo e o produto dele acabamos por ser todos nós.

Transposição dos trabalhos em estúdio para o palco fazendo-os crescer A discografia é repleta: álbuns fantásticos, onde apenas a facilidade, o mau gosto e o obvio não são convocados. Temas tremendos que executados assim, baseados na reprodução inquietante do registo original, acrescidas por pormenores e pela visibilidade adivinhada de trabalho árduo sobre talento inato, faz discorrer um espectáculo como um percurso de água cristalina a unir margens estupefactas, e atravessar todas as formas geométricas possíveis, rumo a segredos “incartografáveis” e imagens irreproduzíveis.

Desenho (em cima) do palco Com tanta gente a habitá-lo – oito, nove, 10?: - que se lixe! Quem quer saber? – a trocar de posições – apenas na bateria e na guitarra situada na extremidade esquerda não houve permutas na ocupação fabulosa de uma área exígua que se tornava afinal tão vasta. As mudanças tinham tanto de alucinantes como de imperceptíveis: a velocidade não se dava a medições e o estado físico e emocional após o choque frontal com uma prestação de elevadíssima qualidade, arrasando standards para a avaliar, começava a vacilar para anotações: a memória era ocupada sem remédio e sem validade pelos temas que tocados, de um modo a que apenas a perpetuação concede tréguas.
Guitarras a dar lugar a baixos, aparições de flautas, trompetes e saxofones sob o manto das muralhas de guitarras a moverem-se como só a inquietação o sabe esboçar, na agitação rendida a vozes de um valor só alcançado pela leveza com que a rotação de elementos em palco se assemelhava aos que o caos gera sob o controlo de uma tabela periódica sem autor e que os dedos procuram percorrer sem desejo de fim, pelo corte de vozes talhadas para ocupar os limites deixados em suspenso pelas cordas gémeas de sopros: filiação quebrada à boca de cena de um abandono que a verdade não alcança.

Enormes detalhes Dissertações simples e genuínas sobre o prazer de ali estarem transmitidas como o mesmo estado de espírito como que atacam cada milímetro de cada tema. Calças abandonadas por Kevin Drew quase no início do espectáculo para ceder passagem à opção pelo anoraque de capuz repleto de pêlo ( o que leva um canadiano a dirigir uma orquestra com gente dentro, a bisturi, a destilar debaixo de tal veste??? ). Execução instrumental irrepreensível debaixo de um som a partilhar o adjectivo. “Encores” sem sair do palco ( a sensação que fica é essa ). Aceder a prolongar a prestação perante uma insistência que não precisou de se fazer notar. Agarrar um publico com uma proposta rara e de risco altissimo: "great time" ao som de temas fabulosos, de acesso acidentado sem trilhos marcados e com Norte magnético ilusório. E. O clima de cumplicidade perante o que se assistia de se dava a assistir: em geração espontânea, a atravessar uma sala de limites explodidos, principalmente, quando a meio de um tema, Kevin Drew e ( agora não me apetece lembrar do nome ) descem do palco para abraçar um a um dezenas de espectadores enquanto os restantes membros prosseguiam a o desfile do tema! Esmagador, no mínimo.

Nós próprios / estado Assistir a um concerto só - ou então acompanhado: o número torna-se aqui secundário – pode influenciar o que é percepcionado: aditiva os bons e os maus momentos, ou pode fazer perder a variável que modifica catastrófica ou gloriosamente, a equação representativa do intervalo de tempo que contém ou é contido pelo espaço imensurável de um espectáculo memorável.
Aceder a um concerto assim, sós, plenos, a capturar cada movimento físico e sonoro, a querer guardá-lo, como uma marca genética a que se pode recorrer de olhos fechados; com todos os sentidos em estado de alerta, para o transporte no tempo de tudo aquilo que foi agarrado, marca forçosamente a distância abismal entre um bom momento e um inesquecível: alí, onde o resultado da opção se torna inquestionável.

Voltem: breve.

09 novembro 2010

broken social scene @ Porto, Casa da Música - 2010.11.08

SETLIST

01. KC Accidental
02. Texico Bitches
03. 7/4 (Shoreline)
04. Fire Eye'd Boy
05. Forced To Love
06. All To All
07. Stars and Sons
08. Cause = Time
09. Sweetest Kill
10. Frightening Lives
11. Love Is New
12. Art House Director
13. Guilty Cubicles
14. Superconnected [World At Large - Modest Mouse cover]
15. World Sick
16. Lover's Spit
17. Anthems For A Seventeen Year-old Girl
18. Ungrateful Little
19. Meet Me In The Basement
20. Looks Just Like The Sun
21. Water In Hell
22. Ibi Dreams Of Pavement ( A Better Day )
23. Major League Debut

broken social scene @ Porto, Casa da Música - 2010.11.08

broken social scene @ Porto, Casa da Música . 2010.11.08

apenas para que conste: os broken social scene não terão dado o melhor concerto do ano: talvez um dos melhores a pude assistir até hoje.

completamente inacreditável!: depois, quando alinhar pensamentos, talvez consiga articular umas palavras e, quem sabe, dizê-las numa tonalidade que exija pouca esforço e, por hipótese remota, as tente escrever.

enorme; arrasador.